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Benefícios do Acompanhante no Parto

Acompanhante no parto
Benefícios para Mamãe, Papai e Bebê

Desde 1985, a Organização Mundial de Saúde (OMS) tem recomendado que a mulher tenha um acompanhante no parto, tendo como base várias pesquisas científicas indicando benefícios tanto para a mulher, como para o bebê, além de estreitar o vínculo familiar.
Pesquisas científicas têm apontado vários benefícios da presença do acompanhante no parto, dentre eles:
• Diminuição do tempo de trabalho de parto [1],[2],[3],[4],[5]
• Sentimento de confiança, controle e comunicação [3]
• Menor necessidade de medicação e de analgesia [1],[2],[3],[4],[5]
• Menor necessidade de parto operatório ou instrumental [1],[2],[3],[4],[5]
• Menores taxas de dor, pânico e exaustão [2],[6],[7]
• Menores escores de Apgar abaixo de 7 [1],[2],[3],[4],[5]
• Aumento dos índices de amamentação [4],[5],[6]
• Melhor formação de vínculos mãe-bebê [4],[5],[6]
• Maior satisfação da mulher [4],[5],[6]
• Menos relatos de cansaço durante e após o parto [4],[5],[6]


No que se referem à participação do pai como acompanhante no parto, os benefícios descritos são (incluindo os benefícios acima citados):
• Apoio para que a mãe se sinta mais segura para estabelecer o vínculo com o bebê [5],[8],[9],[13],[14],[15],[16]
• Diminuição de sentimento de medo na parturiente durante o parto [17]
• Melhores percepções sobre o parto [3],[5]
• Menores taxas de sentimento de incerteza [3],[5]
• Maior suporte para compartilhar alegrias [3],[5]
• Auxílio na primeira mamada [10],[11]
• Maior duração do aleitamento materno [11]


Caso o nascimento seja por uma cesariana, os benefícios da presença do acompanhante incluem:
• Diminuição do sentimento de ansiedade [8]
• Diminuição do sentimento de solidão [9]
• Diminuição do sentimento de preocupação com o estado de saúde do bebê [9]
• Maior sentimento de prazer [9]
• Auxílio na primeira mamada [10],[11]
• Maior duração do aleitamento materno. [9],[10],[11]

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Referências Bibliográficas

1. ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE, Maternidade Segura, assistência ao parto normal: um guia prático. Genebra, 1996.

2. DRAPER, J. Whose welfare in the labour room? A discussion of the increasing trend of fathers’ birth attendance. Midwifery 13, 132-138: 1997

3. GUNGOR, I.; BEJI, N. K. Effects of Fathers’ Attendance to Labor and Delivery on the Experience of Childbirth in Turkey. Western Journal of Nursing Research, vol 29; March, 2007.

4. NAKANO, A. M. S.; SILVA, L. A.; BELEZA, A. C. S.; STEFANELLO, J.; GOMES, F. A. O suporte durante o processo de parturição: a visão do acompanhante. Acta Paul Enferm 20(2): 131-7, 2007.

5. STORTI, J. P. L. O papel do acompanhante no trabalho de parto e parto: expectativas e vivências do casal. Dissertação (Mestrado em Enfermagem em Saúde Pública) - Departamento de Enfermagem Materno Infantil e Saúde Pública, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2004.

6. ZHANG, J.; BERNASKO, J. W.; LEYBOVICH, E.; FAHS, M.; HATCH, M. C. Continuous labor support from labor attendant for primiparous woman: A meta-analysis. Obstetrics & Gynecology vol. 88 nº 4 (2), 1996.

7. BRÜGGEMANN, O. M.; PARPINELLI, M. A.; OSIS, M. J. D. Evidências sobre o suporte durante o trabalho de parto/parto: uma revisão da literatura. Cadernos de Saúde Pública, 21 (5): 1316-1327, Rio de Janeiro, 2005.

8. MARUT & MERCER, Comparison of primiparas' perceptions of vaginal and cesarean births. Nursing Research, 1979.

9. FIGUEIREDO, B., COSTA, R., PACHECO, A. Experiência de Parto: Alguns factores e consequências associadas. Análise Psicológica, 2: 203-217: 2002.

10. ERLANDSSON, K.; DSILNA, A.; FAGERBERG, I.; CHRISTENSSON, K. Skin-to-skin care with the father after cesarean birth and its effect on newborn crying and prefeeding behavior. Birth 2007; 34 (2): 105-114.

11. GIUGLIANI, E. R. J. Amamentação Exclusiva. In: CARVALHO, M. R.; TAMEZ R. N. Amamentação: Bases Científicas. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005.

12. WORLD HEALTH ORGANIZATION Apropriate techonology for birth. Lancet, 24: 436-437, 1985.

13. SCORTEGAGNA, S. A.; MIRANDA, C. A.; MORSH, D. S.; CARVALHO, R. A.; BIASI, J.; CHERUBINI, F. PSIC - Revista de Psicologia da Vetor Editora, v. 6, nº 2, p. 61-70, Jul./Dez. 2005

14. VEHVILÄINEN-JULKUNEN, K.; LIUKKONEN, A. Fathers’ experiences of childbirth. Midwifery (1998) 14, 10 – 17.

15. OLIVEIRA, E. M. F. Vivência do homem no puerpério. Dissertação (Mestrado em Enfermagem)– Programa de Pós Graduação de Enfermagem. Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2007.

16. MOTTA, C. C. L. Quem acolhe esta mulher? Caracterização do apoio emocional à parturiente. Dissertação de Mestrado, Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis, 2003.

17. SOMERS-SMITH, M. J. A place of the partner?: expectations and experiences of support during childbirth. 15: 101-108. Midwifery, 1999.

18. BERRY, L. Realistic expectations of the labour coach. Journal of Obstetrics Gynaecologic and Neonatal Nursing 17(5): 354-355, 1988.

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